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Todos que querem fazer o Germinar devem fazer! E agora?

by germinar, maio 3, 2016

Este discurso sempre esteve presente, mas ultimamente ele vem sendo mais usado, principalmente para referendar o modelo usado hoje na precificação do programa, o ponto de equilíbrio do participante.

O novo olhar trouxe os conceitos de escassez e abundância. Percebemos algumas crenças, deixamos passar outras e estamos praticando nas turmas este novo jeito, o ponto de equilíbrio. E a prática vem oportunizando ótimos aprendizados.

Vamos refletir sobre alguns? Para isto vamos analisar algumas frases:

“Não é bem assim que todos podem fazer”

“Não dá certo, o risco é muito grande para os facilitadores”

“Aqui a turma não dá conta de pagar os custos”

“As pessoas ainda não conseguem entender o ponto de equilíbrio”

São frases elaboradas a partir da prática. Por isto, este texto não irá analisar os casos específicos, mas como podemos atuar a partir do ponto de equilíbrio.

Todos podem mesmo fazer o Germinar? Esta é a grande questão. A sua crença na resposta da pergunta vai fazer toda diferença na hora de divulgar o Germinar. Se você acredita nisto de verdade, está aí um grande ponto de partida. Mas é só o ponto de partida! A próxima pergunta que surge é: Como pagamos a conta? Aí vem o propósito de fazermos este trabalho, o princípio da corresponsabilidade. Todos podem fazer, mas uma vez dentro do programa, precisa ficar claro para os envolvidos que todos são, ou melhor, todos somos responsáveis para viabilizar o programa. Todos somos responsáveis para gerar o que necessitamos. Este é um convite para olharmos as diferenças e as capacidades que temos (não o que falta) para viabilizar o programa. No final, quem responderá esta pergunta é o grupo que encarou empreender/fazer o Germinar.

É arriscado mesmo? Depende! Começar uma turma com 20 participantes e 60% do recurso necessário para cobrir o custo é arriscado sim. E com certeza que ficará complicado a turma dar conta de pagar os custos com dons e talentos, podendo sobrecarregar as pessoas. A prática vem mostrando que a soma dos pontos de equilíbrios para começar deve chegar nos 80% (nas premissas são dois terços dos custos). E mesmo assim é um risco que o facilitador vai correr, um risco que faz parte da vida de todos empreendedores, principalmente o empreendedor social que está num processo de quebra paradigmas e confiança nas pessoas. O risco vai diminuindo quando a premissa da diversidade de público é conquistada, envolvendo vários segmentos da localidade na turma no Germinar: pessoas do setor público, microempresários, estudantes, líderes comunitários, gestores de ONGs, entre outros.

Por isto, a tal diversidade é tão importante. Criar estratégia para diversidade de fonte de recursos e de público, aumenta também a capacidade de contribuição financeira e desenvolvimento dos participantes.

E o tal ponto de equilíbrio, como ajudar as pessoas a entenderem? Vivenciamos nos últimos alinhamentos o exercício do ponto de equilíbrio, é um desafio sempre chegar no valor a pagar. As perguntas ficam: será que estou pagando pouco? Ou muito? Quanto é o correto? Os participantes do Germinar também se questionam e nos questionam, “qual seria a média se fossemos dividir? ”. É uma quebra de paradigma, um modelo pouco usual no mundo, onde o ponto de equilíbrio é dela, não do programa, é como se ficássemos sem chão!

A prática, os erros e acertos vão nos ajudando a encontrar a “batida perfeita”. Por exemplo, tem pessoas fazendo o exercício do ponto de equilíbrio (antes do módulo começar) a distância. Por email, telefone e Skype. São formas de fazer fluir o processo.

Mesmo entendendo o processo, muitos participantes não percebem e ficam na zona de conforto, investindo, talvez, menos do que poderiam, é uma realidade, é um caminho de desenvolvimento. Por tudo isto, a sua crença é que fará toda a diferença nesta mudança de modelo mental. É um processo novo, requer que continuemos buscando alternativas que ajudem as pessoas e a nós mesmos a lidar com os pontos de equilíbrios individuais.

Estamos experimentando o modelo, a prática, a busca por alternativas irá nos ajudar a melhorar, ajustar e aprender sobre como cobrar o Germinar. Até um novo modelo pode surgir. O diálogo deve ser constante, tanto entre nós facilitadores, quanto com os germinandos que estão vivendo o processo. Módulo a módulo podemos ir evoluindo como grupo, principalmente se a equipe de facilitadores entender que este formato pode ser usado como um caminho de desenvolvimento no programa.

Por estranho que pareça, o ponto de equilíbrio fica além da zona de conforto (nossa e dos participantes). E se não for assim, não haverá evolução. É o caminho da descoberta para que possamos vivenciar e aprender a fraternidade no campo econômico, onde “todos que queiram fazer o Germinar, devem fazer”.

E se fizer tudo e a conta não fechar?
Doações para as turmas – EcoSocial e ComViver

A ComViver nasceu e o EcoSocial continua do nosso lado, apoiando e patrocinando as turmas do Germinar. Neste ano, dos 150 mil disponibilizados para a ComViver, 85 mil estão direcionados para doação as turmas do programa.

Se a conta não fechar, este recurso pode servir como apoio e fortalecimento do impulso da turma. Vale ressaltar, que os pedidos e destinação do recurso estão atrelados a prática das premissas do Germinar (http://boletimgerminar.com.br/premissas-do- programa-germinar/).

Vale destacar aqui alguns tópicos:

  • Número de pessoas na turma (mínimo 20 participantes).
  • Pessoas locais apoiando a formação da turma.
  • Trabalho da equipe facilitadora trazendo a consciência sobre o dinheiro, ponto de equilíbrio e busca por alternativas financeiras (dons e talentos).
  • Diversidade de perfil dos participantes.
  • 2/3 de recurso necessário para realização do módulo garantidos antes do módulo no planejamento financeiro da turma (soma dos pontos de equilíbrio)

O valor por turma é referente ao 1/3 das despesas ou no máximo R$ 3.500,00. Para você ter uma ideia, este ano, 5 turmas já entraram em contato solicitando este apoio. A soma dos pedidos (se formos contar o mesmo valor para os cinco módulos), daria mais do que o orçamento que temos para 2016.

Por isto, os pedidos estão sendo analisados caso a caso, módulo a módulo, entendendo as necessidades da turma. Fica o desafio para nós, de conversar e alinhar uma nova estratégia para uso do recurso de doação. O que queremos apoiar, onde, porque? Papo para encontro de alinhamento.

E para hoje? Vamos fazer valer as premissas, investir e acreditar nas soluções que o grupo dará para solucionar as questões financeiras e contar com o apoio da rede (turmas, EcoSocial e ComViver) para viabilizar nossas transformações.

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