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Princípios do Cooperativismo #7

by germinar, dezembro 9, 2016

Princípio #7 – Interesse pela Comunidade

Chegamos ao 7º e último princípio do cooperativismo: interesse pela comunidade diz que “as cooperativas trabalham para o desenvolvimento sustentado das suas comunidades através de políticas aprovadas pelos membros”.

Isso quer dizer que a cooperativa deve cuidar não apenas do interesse das pessoas cooperadas, mas da comunidade em que está inserida como um todo, já que é uma iniciativa socioeconômica de caráter comunitário.

Buscando referências e maior entendimento sobre o que isso significa, encontramos um texto sobre os 07 princípios do cooperativismo no site Portal do Cooperativismo Financeiro e destacamos o seguinte trecho do princípio em questão:

“(…) o interesse pela comunidade exige das cooperativas o apoio a projetos e soluções que sejam sustentáveis tanto do ponto de vista econômico (para a perpetuidade do próprio empreendimento), como sob a ótica social e ambiental. Da mesma forma, está fora de cogitação a exploração mercantilista, representada pela abusividade na precificação das soluções destinadas aos membros e às demais pessoas da comunidade. É por isso que as cooperativas não perseguem o lucro, buscando apenas pequenas margens de modo a poder realimentar e fortalecer a sua operação”.

Fazendo um paralelo com a ComViver, podemos ver que a cobrança via ponto de equilíbrio no Germinar está alinhada a este conceito no que tange o interesse de quem atendemos. E o recente aumento do valor teto pago aos facilitadores e assistentes de facilitação vai no caminho de atender aos interesses das pessoas da cooperativa. O cuidado que deve ser tomado é o de equilibrar o atendimento aos dois públicos – como podemos oferecer uma remuneração adequada aos facilitadores, sem que isso inviabilize a turma por questões financeiras, e como podemos garantir a participação das pessoas no programa, sem que o facilitador seja prejudicado? E aí é importante lembrar que o novo valor teto de remuneração não será necessariamente viável em todas as turmas, e cabe primeiramente às equipes a decisão de como fazer esta conta fechar.

Mas esta reflexão também deve se estender para projetos futuros da ComViver, principalmente na prestação de serviços de consultoria. Teremos piso e teto de valor a ser cobrado de acordo com o público que estamos atendendo? Deixaremos alguém de fora porque não pode pagar o que achamos “justo” para nós? Estamos à serviço de qual comunidade? Queremos semear autonomia, confiança e coragem social para transformação feita por e para quem? Se este princípio traz em sua essência que a relação com a comunidade interna e externa deve ser de ganha-ganha, como iremos nos posicionar?

Estas são algumas das perguntas que precisaremos nos fazer daqui em diante, para entender como e para onde a ComViver irá caminhar.

Flora Cytrynowicz

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